26 - 30 de Junho 2018 ++ Rua das Gaivotas 6 | 1200-202 Lisboa
dossier de imprensa | press release
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INTERNATIONAL FESTIVAL FILMES SOBRE ARTE PORTUGAL (FILMS ON ART PORTUGAL) 2018
(á celebrar 10 anos)

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Dear festival friends,

five magic days of a beautiful festival have passed.
Inspiring films and an enthusiastic audience have shaped our 10-years'-celebration.
Thank you all for your work, efforts, love and participation!

AND HERE THEY ARE: THE WINNING FILMS OF THE FESTIVAL EDITION 2018:

CONGRATULATIONS TO

JOCHEN KUHN
for his film CENTRAL MUSEUM (Zentralmuseum)
(Alemanha 2016)

He received the "GOLDEN HARE" for special achievements in creating a film on art.

golden_hare_2018

BENOÍT ROSSEL
for his film IN ART WE TRUST
(Suíça 2017)

He received the "SILVER HARE" for special achievements in creating a film on art.

PEDRO GRENHA, RODOLFO PIMENTA, RUI CACILHAS
for their film20 ANOS DE OFICINAS NUM CONVENTO (Portugal 2017)

They received the "IRON HARE" for the film in the festival which reflects the importance of art for society and humanity
in the most original way.

LUÍS ALVES DE MATOS
for his film O PASSAGEIRO (Portugal 2017)

He received a "SPECIAL MENTION" for special achievements in creating a film on art.

KAMILLA PFEFFER
for her film WHO IS ODA JAUNE? (Alemanha 2016)

She received a "SPECIAL MENTION" for special achievements in creating a film on art.

The awards have been created by artist KAROLYN MOROVATI from the artist group "Luftmentshen"

The festival thanks every single person
who has been attached in a way to the event.
We hope to receive your future works!
With very warm regards,
Rajele Jain & festival team

 



O PROGRAMA | THE PROGRAM
Terça-feira
26 de Junho 20h00
SESSÃO DA ABERTURA / OPENING SESSION

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LE CHAT DORÉ
de NATA MORENO
Espanha 2017 6’

Num velho camarote, um grupo de músicos tenta criar arte sob a pressão de um diretor mesquinho. Juntos, unem as suas forças para poderem consegui-lo. Uma curta-metragem em defesa da liberdade criativa e da expressão artística.


Inside an old cabin, a group of musicians try to create art under the pressure of a mean director. A short film created to defend creative freedom and artistic expression.


Realização NATA MORENO | Fotografia ALEJANDRO G. FLORES | Montagem NACHO R. PIEDRA | Musica ARA MALIKIAN | Som JAVIER MONTEVERDE

   

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WAKE UP! WHAT WOULD YOU DO TO CHANGE THE WORLD?
(WAKE UP! ¿QUÉ HARÍAS TÚ PARA CAMBIAR EL MUNDO?)
de ÁNGEL LOZA
Espanha 2018 30’

Amor, alma, coração, vida, espírito, paixão, unidade, solidariedade, justiça, igualdade, irmandade, música, paz... são os conceitos que poderiam definir este filme. “WAKE UP!” É A VOZ DO MUNDO PORQUE O MUNDO ESTÁ “WAKE UP!”. O filme obteve do Ministério da Educação, Cultura e Desporto de Espanha, I.C.A.A. (Instituto de Cinematografia e de Artes Audiovisuais) a classificação especial: "APTO PARA TODOS OS PÚBLICOS. ESPECIALMENTE REMENDADO PARA A PROMOÇÃO DA IGUALDADE DE GÉNEROS."


Love, soul, heart, life, spirit, passion, unity, solidarity, justice, equality, brotherhood, music, peace... are the concepts that could define this film. "WAKE UP!" IS THE VOICE OF THE WORLD BECAUSE THE WORLD IS "WAKE UP!". This film has obtained from the Ministery of Education, Culture and Sport, of Spain, and I.C.A.A. (The Institute of Cinematographyand of the Audiovisual Arts) the special qualification: “SUITABLE FOR ALL AUDIENCES. ESPECIALLY RECOMMENDED FOR THE PROMOTION OF GENDER EQUALITY”

Realização ÁNGEL LOZA | Fotografia ROMÁN PRATS | Montagem PABLO GÓMEZ PRIETO & ÁNGEL LOZA | Som RUBÉN BARCELÓ | Música BOB MARLEY, JIMMY CLIFF, ZIGGY MARLEY, ALI CAMPBELL, STEPHEN MARLEY, INDIGO AND KRYPTONITE, KY – MANI MARLEY & LEE “SCRATCH” PERRY | Produção ÁNGEL LOZA, JOSÉ LOZANO & ELENA DEL CURA

   

IN ART WE TRUST
de BENOÍT ROSSEL
Suíça 2017 85’

Com um toque de ironia, este filme pinta o retrato de uma misteriosa ocupação, sacralizada por uns e ridicularizada por outros. Ao questionar as ambições, as dúvidas, as estratégias, os compromissos, os tempos difíceis e os anos imprósperos de vários artistas, “IN ART WE TRUST” descreve os muitos ritos de passagem de uma fascinante profissão.


With a touch of irony, this film paints the portrait of a mysterious occupation, often sacralized by some and mocked by others. By questioning the ambitions, the doubt, the strategies, the compromises, the hard times, and the lean years of several artists, IN ART WE TRUST describes the many rites of passage of a fascinating profession.


Realização BENOÍT ROSSEL | Fotografia BLAISE HARRISON | Montagem GWENOLA HEAULME | Som CYRIL HARRISON | Produção JOELLE BERTOSSA

Quarta-feira
27 de Junho 18h00
 

20 ANOS DE OFICINAS NUM CONVENTO
(20 Years of Workshop in a Convent)

de PEDRO GRENHA, RODOLFO PIMENTA, RUI CACILHAS
Portugal 2017 25’

20 anos de Oficinas num Convento sugere uma leitura dos 20 anos de actividade da "Oficinas do Convento, associação cultural de arte e comunicação", um projecto de Arte e Cultura motivado pela criação de "híbridos" que cruza artes tradicionais com novas linguagens contemporâneas.
Trata-se de uma abordagem às suas disciplinas de criação artística através da exploração dos diversos suportes arquivados ao longo do percurso associativo. Numa harmonia entre a institucionalização e a expressão plástica das imagens, este filme retrata 20 anos de cultura descentralizada, promovendo assim uma reflexão sobre a produção artística e a programação cultural.
20 anos de Oficinas num Convento é também a celebração do que está por vir e de quem está por chegar, deixando antever uma inquietude tecnológica e poética profundamente enraizada no património material e imaterial do Alentejo.

Presenting 20 years of decentralized art practice, a reflection on artistic production and cultural programmation, this film is also a celebration of the origins and the future of the material and immaterial heritage of the Alentejo.


Realização PEDRO GRENHA, RODOLFO PIMENTA, RUI CACILHAS | Fotografia PEDRO GRENHA, RODOLFO PIMENTA, RUI CACILHAS | Montagem PEDRO GRENHA, RODOLFO PIMENTA, RUI CACILHAS | Música BURANKO, CORAL DE SÃO DOMINGOS, Jibóia Nhô Eugénio e PEDRO DA CONCEICÃO, NOBERTO LOBO e convidados, MÁQUINA LÍRICA, MARCO FRANCO e GIANNI GEBBIA, RICARDO JACINTO e TCHOTA SOARES | Som RODOLFO PIMENTA | Produção OFICINAS DO CONVENTO

   

THE SALAMANDER'S COMPLEX
(Le Complexe de la Salamandre)

de STEPHANE MANCHEMATIN & SERGE STEYER
França 2015 80’

Afastado do mundo, um artista esculpe, ao seu ritmo, um trabalho único e enigmático. Quando um grande centro encomenda uma peça, ele aceita sem renunciar aos seus métodos de trabalho. À medida que o tempo passa, o trabalho não progride tão rápido quanto o esperado...

Aside from the world, an artist sculpts, at his own pace, an enigmatic and unique work. When a great centre orders a piece, he accepts without renouncing to his work methods. As time goes by, the order doesn't progress as fast as expected...


Realização STEPHANE MANCHEMATIN & SERGE STEYER | Fotografia STEPHANE MANCHEMATIN & SERGE STEYER | Montagem SERGE STEYER | Som STEPHANE MANCHEMATIN | Música MUCKRACKERS | Produção GILLES PADOVANI | Distribuição MILLE ET UNE. FILMS

Quarta-feira
27 de Junho 20h30
 

DO HO SUH: "Rubbing / Loving"
de IAN FORSTER
EUA 2016 7’

O artista Do Ho Suh faz a sua última obra de arte no apartamento em Nova Iorque que foi a sua casa e estúdio por dezoito anos. Suh revestiu todas as superfícies do apartamento com papel branco que depois decalcou com lápis de cor, revelando e preservando todos os detalhes do espaço susceptíveis de lhe trazerem memórias. “A minha energia foi acumulada e, de certa forma, penso que os meus decalques mostram isso”, diz Suh. “Estou a tentar mostrar as camadas do tempo.”

Artist Do Ho Suh makes one final artwork in the New York apartment that was his home and studio for eighteen years. Suh covered every surface in the apartment with white paper which he then rubbed with colored pencil to reveal and preserve all of the space’s memory-provoking details. “My energy has been accumulated and in a way I think my rubbing shows that,” says Suh. “I’m trying to show the layers of time.”


Realização IAN FORSTER | Fotografia MASON CASH, IAN FORSTER, SEMIR HOT, RAFAEL SALAZAR | Montagem MORGAN RILES | Música PINCH MUSIC | Som AVA WILAND | Produção IAN FORSTER | Distribuição ART21 | Special Thanks: The Henoch Family.

   

O PASSAGEIRO
de LUÍS ALVES DE MATOS
Portugal 2017 28’

Que universo é o do “Passageiro” que busca o sentido da viagem? E onde chegará ele na diversidade de cada percurso, de cada encontro?
A partir da biblioteca labiríntica de Pessoa, o personagem vai à procura da memória do poeta e dos seus espaços.

What is the Passenger's universe, when he seeks the meaning of the journey? Where will he get to in the diversity of each route, of each encounter? 
Haunted by Fernando Pessoa's labyrinthine library, a traveller will look for the poet's memory — and its spaces.


Realização LUIS ALVES DE MATOS | Fotografia PEDRO SOUSA| Montagem VANESSA PIMENTEL, LUÍS ALVES DE MATOS | Música LUÍS TINOCO | Som MICAEL NOBRE, NUNO CARVALHO | Produção LUÍS ALVES DE MATOS

   

GRIGORY SOKOLOV: A CONVERSATION THAT NEVER WAS
de NADEZHDA ZHDANOVA
Rússia 2016 59'

O pianista Gregory Sokolov - um dos mais enigmáticos artistas do mundo. Durante muitos anos ele não tem dado entrevistas para a televisão, não tem feito gravações em estúdio, não tem dado concertos em Moscovo. Os bilhetes para os seus concertos esgotam sempre em poucas horas. Ele está habituado a receber uma ovação de pé nas melhores salas de concerto. Já foi comparado a E. Gilels e S. Richter. Sendo uma pessoa muito modesta, costuma referir que as coisas importantes que tem a dizer, di-las em palco através da música. Este é o primeiro documentário sobre o maior pianista dos nossos tempos.

The pianist Gregory Sokolov - one of the most enigmatic artist of the world. For many years he hasn't been giving television interviews, hasn't been making studio recordings and hasn't been playing concerts in Moscow. Tickets for his concerts are always sold out within several hours. He is used to have standing ovation in the best concert halls. He has been compared to E. Gilels and S. Richter. Being a very modest person, he is used to say that all the necessary things he tells on the stage through music. This is the first documentary about the greatest pianist of our times.

Realização NADEZHDA ZHDANOVA | Fotografia EVGENIY SYCHEV | Montagem VASILIY KOMAROV | Som GALINA SILVER | Produção MARIYA NOVIKOVA, ALINA BATSENKOVA

Quinta-feira
28 de Junho 18h00
 

JORDAN CASTEEL STAYS IN THE MOMENT
de VICKY DU
EUA 2017 7’

A artista Jordan Casteel reflete sobre a dinâmica complexa entre si própria e os seus manequins, enquanto se ajusta ao recente sucesso comercial das suas pinturas. Casteel celebra a abertura da sua primeira exibição em galeria a solo em Casey Kaplan, na Chelsea, acompanhada pelos homens que figuram nos seus quadros e que se regozijam com os seus semelhantes a óleo. "De alguma forma consegui esta oportunidade rara para entrar no mercado da arte", diz a artista. "Com acesso vem responsabilidade."

Artist Jordan Casteel reflects on the complex dynamic between herself and her subjects while adjusting to the recent commercial success of her paintings. Celebrating the opening of her first solo gallery exhibition at Casey Kaplan in Chelsea, Casteel is joined by the men featured in her portraits who revel in their oil likenesses. “I have somehow found a way to weasel myself into a one-percent opportunity within the art market,” says the artist. “With access comes responsibility.”


Realização VICKY DU | Fotografia JEFFREY STERRENBERG, ERIC PHILLIPS-HORST, MARIAM DWEDAR, ORIAN BARKI | Montagem BRYAN CHANG | Música BANDESLA, KEISHH | Som VICKY DU, ERIC PHILLIPS-HORST | Produção NICK RAVICH | Distribuição ART21

   

THE GARDEN OF FORGOTTEN SNOW
de AVIJIT MUKUL KISHORE
Índia 2017 30'

THE GARDEN OF FORGOTTEN SNOW é um filme sobre a arte de Nilima Sheikh e o seu compromisso com a terra de Kashmir ao longo de várias décadas. O filme atravessa as várias camadas de memórias e de histórias, como retratadas no seu trabalho, bem como as tradições literárias e da história da arte que ele referencia.

THE GARDEN OF FORGOTTEN SNOW is a film about Nilima Sheikh's art practice and her engagement with the land of Kashmir over several decades. The film traverses the many layers of memory and history as embodied in her work, and the literary and art-historical traditions it references.

Realização AVIJIT MUKUL KISHORE | Fotografia AVIJIT MUKUL KISHORE | Montagem RIKHAV DESAI | Som SURESH RAJAMANI, PD VALSON, MADHU APSARA | Produção AVIJIT MUKUL KISHORE

   

SHYAMA MANI DEVI - CLASSICAL ODISSI VOCALIST
de SANTOSH GOUR
Índia 2017 54'

Este filme retrata a viagem da vocalista Shyama Mani Devi, originária de Odisha (Índia), através da música Odissi, o mais antigo estilo musical clássico indiano. Shyama Mani, uma fiel devota do Lord Jagannath, é uma das mais notáveis músicas da música Odissi.

This film is about the journey of Odisha (India) born vocalist Shyama Mani Devi through Odissi music, the oldest from Indian classical music. Shyama Mani, a staunch devotee of Lord Jagannath, is one of the foremost musician of Odissi music.


Realização SANTOSH GOUR | Fotografia SRINIVAS | Montagem BISWA PRADHAN | Som SANTOSH GOUR | Produção FILMS DIVISION

Quinta-feira
28 de Junho 20h30
 

LE MÉTRO, VIEIRA DA SILVA
de RICARDO VIEIRA LISBOA
Portugal 2016 8'


O metro. Vieira da Silva e Arpad Szenes. Bichinha. "Le métro". Um beijinho.

The underground. Vieira da Silva and Arpad Szenes. Pussy cats.
"Le métro". A kiss.

Realização RICARDO VIEIRA LISBOA | Fotografia RICARDO VIEIRA LISBOA, RICARDO SOARES, GONÇALO BRANCO | Montagem RICARDO VIEIRA LISBOA | Som RICARDO VIEIRA LISBOA | Produção RICARDO VIEIRA LISBOA

   

LIFE BETWEEN IMAGES - WERNER NEKES
de ULRIKE PFEIFFER
Alemanha 2017 87'

Werner Nekes é um produtor experimental contemporâneo de renome. Entre os seus trabalhos incluem-se inúmeros filmes vanguardistas vencedores de vários prémios e distinções. Em estreita relação com o seu trabalho está a sua coleção cinematográfica, com cerca de 40.000 exemplares que vão desde os primeiros tempos do cinema até aos fenómenos da perceção visual - uma coleção verdadeiramente única no mundo. Este filme dá a conhecer uma amostra dos seus filmes e revela alguns tesouros particularmente intrigantes da sua coleção. Em conversa com Alexander Kluge, Nekes demonstra o seu profundo conhecimento sobre cinematografia e o interesse constante ao longo da vida em explorar o conceito de perceção. O filme aborda também a sua estreita colaboração com Helge Schneider e Christoph Schlingensief.

Werner Nekes is a leading contemporary experimental film maker. His work includes numerous avant-garde films that received many awards and distinctions. Closely related to his cinematographic work is his very substantial cinematographic collection, spanning about 40,000 objects ranging from the early days of cinema to phenomena of visual perception - a collection that is truly unique in the world. This film shows a cross-section of Nekes' films and reveals some particularly intriguing treasures from his collection. In conversations with Alexander Kluge, Nekes reveals his profound knowledge of cinematography and his lifelong and abiding interest in exploring the concept of perception. The film also looks at his close collaboration with Helge Schneider and Christoph Schlingensief.

Realização ULRIKE PFEIFFER | Fotografia BERND MEINERS, THOMAS VOLLMAR | Montagem KAWE VAKIL | Música ANDRÉ FELDHAUS | Som CLAUDIA DEL MORO, THOMAS FALCKENBERG, JANINE JAMBERE | Produção GERD HAAG

Sexta-feira
29 de Junho 18h00
 

TRANSITIONS
de ANA BARROSO
Portugal 2016 16'

O filme foi rodado no Mosteiro da Batalha, uma bela e inspiradora  obra de arquitectura e património Mundial. O monumento evoca o passado imaginário e o futuro desconhecido. O filme acontece no limiar dos mundos material e intangível e solicita a percepção única do espectador para um envolvimento emocional com o que (não) está a acontecer na narrativa.

The film was shot at the Monastery of Batalha, a beautiful and inspiring piece of architecture. It belongs to World Heritage. The monument evokes past imaginary as well as the unknown future. The film happens in the threshold between the material and the intangible worlds, asking for the viewer's unique perception and emotional engagement with what is (not) happening in the narrative.

Realização ANA BARROSO | Fotografia EDMUNDO DÍAZ SOTELO | Montagem NUNO M. PEREIRA | Som MIGUEL SÁ (FERNANDO FADIGAS)| Produção ANA BARROSO | Distribuição ANA BARROSO

   

UBERTO OF THE MIRRORS (Uberto Degli Specchi)
de MARCO MENSA, ELISA MEREGHETTI
Itália 2016 80’

A história de vida do cenógrafo de teatro Uberto Bertacca (Viareggio, Itália 1936) é feita de trabalho e criatividade, paixão e intuição. Uma carreira de 40 anos que intersetou os maiores géneros do Teatro Italiano: prosa, ópera e comédias musicais, com incursões no cinema, televisão, inclusive no Festival Sanremo, em Itália, e no estrangeiro, em Espanha, Holanda e Alemanha. Criou cenários inovadores e visionários que fizeram história (como o inesquecível cenário de Orlando Furioso, de Ronconi, em 1969). Bertacca trabalhou com vários aclamados diretores, desde Luca Ronconi a Giancarlo Sepe, de Garinei e Giovannini a Peter Del Monte. Hoje, Bertacca, um homem reservado e de livre pensamento, vive longe do olhar do público, numa pequena cidade tunisina. O artista que criou a magia da realidade cénica usando espelhos, caixas pretas e planos utópicos, olha de novo ao espelho procurando renovar o sentido da vida.

The life story of theatre designer Uberto Bertacca (Viareggio, Italy 1936) is made of work and creativity, passion and intuition. A 40-year long career which intersected with the main threads of Italian Theatre: pose, opera and musical comedy, with forays into cinema, television, even at the Sanremo Festival, in Italy and abroad, in France, Spain, Holland and Germany. He created visionary, innovative set designs, which in many cases have made history (as did the unforgettable designs of Ronconi's Orlando Furioso in 1969). Bertacca worked with numerous acclaimed directors, from Luca Ronconi, to Giancarlo Sepe, from Garinei and Giovannini to Peter Del Monte. Today, Bertacca, a reserved and free-will man. lives far away from the public scene in a small Tunisian city. The artist who created the magic of scenic reality with mirrors, black boxes and utopian layouts, looks once again in the mirror, searching for a renewed sense of life.


Realização MARCO MENSA, ELISA MEREGHETTI | Fotografia MARCO MENSA | Montagem ELISA MEREGHETTI | Música FABRIZIO FESTA | Som SERENA CECCON, ALESSIO SPINONE | Produção ELEONORA TESSER | Distribuição ETHNOS

Sexta-feira
29 de Junho 20h30
 

CENTRAL MUSEUM
de JOCHEN KUHN
Alemanha 2016 15'

Herdando um museu...

Inheriting a museum...

Realização JOCHEN KUHN | Fotografia JOCHEN KUHN | Montagem OLAF MELTZER | Som JOCHEN KUHN | Produção JOCHEN KUHN
| Distribuição JOCHEN KUHN

   

SHADOWMAN
de OREN JACOBY
EUA 2017, 82’

Nos anos 80, Richard Hambleton era o SHADOWMAN, um espetro na noite que pintou centenas de surpreendentes silhuetas nas paredes da baixa de Manhattan e que, junto com Keith Haring e Jean-Michel Basquiat iniciou o movimento de arte urbana.
Depois de ter saído de cena do mundo artístico há 20 anos por problemas de drogas que o levaram a viver na rua, o SHADOWMAN recebe uma nova oportunidade... Mas será que ele a vai agarrar?

SHADOWMAN imerge o espectador na vida caótica de um artista esquecido, desde a sua fama inicial como pintor e habitante do Lower East Side, através da sua luta contra a heroína, até ao seu surpreendente regresso, ao mesmo tempo que a arte urbana explodiu para se tornar um dos mais populares e lucrativos movimentos artísticos no mundo. Antes de Bansky, havia Hambleton.

Richard Hambleton começou por ser reconhecido com as conceptuais pinturas de sombras que assombraram as ruas de Nova Iorque. A meados dos anos 80, o mundo tinha descoberto este extraordinário pintor, que começou a vender quadros a preços elevados, em vez de pintar paredes a troco de nada. No pico do seu primeiro sucesso comercial, ainda nos anos 80, Hambleton figurou na revista LIFE e foi aclamado na Bienal de Veneza. Aparentemente desconfortável com o seu próprio êxito, alienou-se, afastando-se de todos os que lhe eram próximos, desde negociantes de arte a amigos próprios. Os críticos veneravam-no como o artista americano modelo do expressionismo pop, mas Hambleton nunca foi bem aceite pelas galerias de elite nova-iorquinas. Na década de 90, sucumbindo ao seu vício, sai de cena. Tão repentinamente como apareceu, Richard Hambleton desapareceu, primeiro numa digressão pela Europa, e depois para a miséria da vida nas ruas, em Lower East Side.

Em 2009, Hambleton reapareceu, apoiado por dois jovens negociantes de arte que trabalhavam para Giorgio Armani. Tinha estado a trabalhar de forma constante, o seu talento ainda intacto após anos no submundo. Hambleton começou a produzir pinturas maiores e mais emocionantes, com o mesmo espírito demoníaco e com a celeridade com o que fazia nos anos 80. Houve programas, artigos, jantares, fama a nível mundial e dinheiro. Mas em pouco tempo foi catapultado de volta para a sua antiga vida. Este filme captura esta espiral de altos e baixos, sempre centrada na vontade audaz de pintar deste artista.

SHADOWMAN é uma viagem bizarra pelo mundo misterioso, agonizante, excitante, e por vezes assustador, de um artista brilhante, escravo da necessidade de criação artística e do vício. Apresenta filmagens raras da arte e música da década de 80, trazendo para o ecrã um retrato indelével da cidade de Nova Iorque numa era perdida de transformação. Os seus três mais admirados e inovadores artistas eram amigos e rivais: Jean-Michel Basquiat, que faleceu aos 27 anos de idade, Keith Haring, que faleceu aos 31, e Hambleton, que de forma notável, em 2017, ainda se encontrava vivo e a trabalhar após anos de abusos auto-infligidos. Há três décadas que se define como vivendo fora do sistema, fora do estúdio, até mesmo fora da lei, mas sempre a produzir trabalho.

SHADOWMAN mostra um dos mais influentes pintores contemporâneos. Um artista elusivo numa viagem heroica, a que ele chama os seus últimos dias.

 

In the 1980s, Richard Hambleton was the SHADOWMAN, a specter in the night who painted hundreds of startling silhouettes on the walls of lower Manhattan and, along with Keith Haring and Jean-Michel Basquiat, sparked the street art movement. After drug addiction and homelessness sent him spinning out of the art scene for 20 years, the SHADOWMAN gets a second chance...but will he take it?

SHADOWMAN plunges the viewer into the chaotic life of a forgotten artist, from early fame as a painter and denizen of the Lower East Side, through his struggles with heroin, to his surprising comeback as street art exploded to become one of the most popular and lucrative art movements in the world. Before Banksy, there was Hambleton.

Richard Hambleton first made a name for himself with the conceptual shadow paintings that haunted New York’s streets. By the mid-'80s, the world had discovered this extraordinary painter and he began selling canvases for high figures instead of painting on walls for nothing. At the height of his first commercial and critical success in the 80's, Hambleton was featured in LIFE magazine and acclaimed at the Venice Biennale. Seemingly uncomfortable with his own success, he alienated those around him, from art dealers to close friends. Critics revered him as a definitive American Pop-Expressionist artist. But Hambleton was never embraced by the elite NY galleries. In the 1990s, succumbing to his addiction, he vanished from the gallery scene. Just as suddenly as he had appeared, Richard Hambleton disappeared, first on a tour in Europe, then in homeless squalor back in the Lower East Side.

In 2009 Hambleton suddenly resurfaced, supported by two young art dealers working with Giorgio Armani. He had been steadily working, his talent still intact after years underground. Hambleton started producing larger, more exciting pictures with the same demonic spirit and speed he’d demonstrated in the 1980s. There were shows, articles, dinners, worldwide fame, and money. But within a few years, he was alienating his new patrons and was catapulted back to his old life. The film captures this upward and downward spiral, always focusing on Hambleton's undaunted will to paint.

SHADOWMAN is a trip down a rabbit hole into the mystifying, agonizing, exhilarating, and sometimes frightening world of a brilliant artist in the thrall of creation and addiction. It features rare footage of the 1980s music and art scene, bringing to the screen an indelible portrait of New York City from a lost, transformative time. Its three most admired and groundbreaking artists were friends and rivals: Jean-Michel Basquiat, dead at 27; Keith Haring, dead at 31; and Hambleton, remarkably still alive and working in 2017 after years of self-inflicted abuse. For three decades he has defined himself by living outside the system, outside the studio, even outside the law – but always producing more work.

SHADOWMAN shows one of our most influential living painters – an elusive artist on a heroic journey, in what he calls his “final days.”


Realização OREN JACOBY | Fotografia OREN JACOBY, BOB RICHMAN, TOM HURWITZ | Montagem ABHAY SOFSKY | Música JOEL GOODMAN | Produção ANDREW VALMORBIDA, CHRISTOPHER CLEMENT, CAROLYN HEPBURN

Sábado
30 de Junho 18h00
 

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SON OF MAN
de SERGEY POZDNYAKOV
Rússia 2017 26'

A alma humana procura a luz, por muito espinhoso que seja o seu caminho. Pavel começou a sua vida num orfanato. Desesperado, mas sem perder a esperança, Pavel encontrou uma nova família e fé em si mesmo.

The human soul seeks for the light no matter how thorny his path is. Pavel began his life in an orphanage. Desperate, but not losing hope, Pavel has found a new family and faith in himself. 

Realização SERGEY POZDNYAKOV | | Fotografia SERGEY MALTSEV, ANDREY TALALAY, BORIS KIRISENKO | Montagem SERGEY POZDNYAKOV | Som EKATERINA NOVODYARSKAYA | Produção OLGA DUPAK
| Distribuição OLGA DUPAK

   

WHO IS ODA JAUNE?
(Wer ist Oda Jaune?)
de KAMILLA PFEFFER
Alemanha 2016 75'

Ela pinta corpos que estão mutilados e desfigurados, nús e assexuados, irreconhecíveis. Pinturas perturbadoras, pinturas dolorosas. E ela pinta caras que irradiam felicidade, pessoas no paraíso, pessoas que conseguem voar. Pinturas ternas, comoventes. Original da Bulgária, Oda Jaune estuda na Academia das Artes de Düsseldorf, torna-se aluna de Jörg Immendorff. E torna-se sua mulher. Após a morte de Immendorff em 2007, ela deixa a Alemanha e muda-se para Paris. Entrar em contacto com ela lá é um desafio. Quase dois anos se passaram até que concordou entrar no filme. O plano parece simples: ao longo de várias semanas, o diretor e o seu cinematógrafo juntam-se a ela no seu estúdio para capturar o processo de criação das novas obras para a próxima exposição...

She paints bodies that are mutilated and disfigured, nakes and sexless, faceless. Disturbing paintings, painful paintings. And she paints faces radiating happiness, people in paradise, people who can fly. Tender, touching paintings. Originally from Bulgaria, Oda Jaune studies at the Kunstakademie Düsseldorf, becomes a master scholar of Jörg Immendorff. And she becomes his wife. After Immendorff's death in 2007, she leaves Germany to move to Paris. Getting in touch with her there is a challenge. Almost two years pass before she agrees to being in this film. The plan seems simple: over the course of several weeks, the director and her cinematographer will join her in the studio and capture the process of creating new paintings for an upcoming exhibition...

Realização KAMILLA PFEFFER | Fotografia MAGDALENA HUTTER | Montagem RUNE SCHWEITZER, STEFANIE KOSIEK | Som RALF SCHIPKE | Música MARKUS AUST | Produção CHRISTIAN BEETZ

Sábado
30 de Junho 20h30
 

SPACE AND TIME ARE MENTAL CONSTRUCTIONS
de VÍTOR POMAR
Portugal 2014 8’


"What Now", "In Love With The Universe", "Clear Statement": three paintings are shown as background of the action taking place in the artist's studio and the opening of an exhibition where the crowd is not seen but just heard...

Realização VÍTOR POMAR | Fotografia VÍTOR POMAR | Montagem VÍTOR POMAR | Som VÍTOR POMAR | Produção VÍTOR POMAR

   

MARY BAUERMEISTER
de JOHANN CAMUT
Alemanha 2014 76'

Aos 80 anos, a artista Mary Bauermeister está viva e ativa, criativa como sempre, a fervilhar com novas ideias que se traduzem numa admirável vitalidade. Ela é versátil, tem uma vida rica como amante, esposa e mãe, curandeira, conselheira, anfitriã, sempre rodeada de pessoas com vários estilos de vida, origens e interesses. Mary Bauermeister é uma lenda. Autointitula-se "Avó do Fluxus", tendo sido, no entanto, independente de qualquer movimento artístico. Tudo isto desde os anos 50, quando desistiu do ensino secundário para iniciar a sua carreira, que tem sido um enorme sucesso.

Mary Bauermeister is a legend. She calls herself "Grandmother of Fluxus”, however, was completely independent of any art movement.

Realização JOHANN CAMUT | Fotografia JOHANN CAMUT | Montagem JOHANN CAMUT | Som JANIS KLINKHAMMER | Produção JOHANN CAMUT, PIA KLINKHAMMER | Música JANIS KLINKHAMMER

 

Sábado
30 de Junho 22h30
CERIMÓNIA DA ENTREGA DOS PRÉMIOS - FESTA
   
 

Lugar do festival (Festival's Venue):

GAIVOTAS 6
Rua das Gaivotas, 6
1200-202 LISBOA/LISBON - Portugal

Filmes legendados em Inglês (English subtitles)

Bilhetes: 1 € / sessão (1 € per session)

Direcção e Programação: RAJELE JAIN

Produção: VIPULAMATI:AMPLE INTELLIGENCE Associação Cultural

Co-Produção: GAIVOTAS 6

Comunicação: TERESA PRATA

Juri: EDUARDO BARBOSA DA CUNHA, GIL MADDALENA, MARIA MIRE

Traduções: DIANA MARIA DUARTE GONÇALVES

Técnica de Projecção: DIGITAL AZUL AUDIOVISUAIS Lta. (www.digitalazul.pt)

COM O APOIO DE: GAIVOTAS 6 | CLUB OF THE KNOBS - ANALOG MODULAR SYNTHESIZER (cluboftheknobs.com) | DIGITAL AZUL AUDIOVISUAIS Lta. (digitalazul.pt) | THE FOOD TEMPLE (thefoodtemple.com) | DUPLACENA LTA. (duplacena.com) | CASA MORANGUINHO | Elenor Jain |Gora Jain | Gordo Jain

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: Cristina Correia, Kazike, Johann Camut, João Tocha & Sonja, Zambeze Almeida, Ana Goulão, Alice Ming, Eduardo da Cunha, António Câmara Manuel, Carlos Henrich, Paulo Monte, Teresa Prata, art21, Uwe Rachow, e todos os realizadores e produtores dos filmes apresentados e submetidos